Agenda

2017

29 de Março

ESTREIA | DeVir / CAPa - Auditório TAGV | Coimbra [Portugal]

2017

8 de Abril

Cineteatro São Brás | São Brás de Alportel [Portugal]

2017

25 de Outubro

Festival Temps D'Images - Teatro da Trindade | Lisboa [Portugal]

2017

22-23 de Novembro

Istanbul Theater Festival - IKSV | Istambul [Túrquia]

2018

17 de Maio

Théâtre des Abbesses | Paris [França]

2018

30 de Junho

Walk&Talk Azores | [Portugal]

2018

3 de Agosto

FIAR | Palmela [Portugal]

2018

24 de Novembro

Cineteatro João Mota | Sesimbra [Portugal]

2019

15-16 de Fevereiro

HIROSHIMA | Barcelona [Espanha]

2017 | ANTES

Muitas cidades ou países apresentam uma malaise distinta. São lugares que podiam ser Portugal, de tão afundados numa dolorosa Saudade do passado, e onde cada tensão do presente é apenas a ponta de um iceberg que se explica em recuos sucessivos que podem ir até à origem das espécies, pelo menos. Esta nostalgia é muitas vezes apresentada como um diagnóstico, uma negação de um presente doloroso em oposição ao desejo de regressar a um passado glorioso:

→ A cidade de Istambul mergulha frequentemente num estado a que os Turcos chamam Üzün: um tipo de melancolia aguda, coletiva, que surge com a chuva e com o vento frio vindo do Leste e que tudo devora.

→ O coração de Trieste parou de bater em 1914 quando para ali foram transportados os corpos dos arquiduques do Império Austro-Húngaro, depois de terem sido assassinados em Sarajevo. Desde então a cidade portuária foi rebaptizada como Tristesse e arrasta-se num limbo moribundo.

→ Gales quer dizer “o lugar dos Outros”. Foi este o nome dado pelos invasores quando o país se tornou a primeira colónia do império britânico em 1285. Desde então Gales tem sido atirado para as margens da história e os Galeses experimentam um estado de incompletude profunda e familiar, uma doença que faz sentir falta de uma casa para a qual não se pode voltar. Uma casa, uma pessoa ou uma história que talvez nunca tenham existido.

→ Lana Del Rey tem definido um mapa de Los Angeles magoado e descolorado pelo sol, através da sua voz espectral e tragicamente romântica. Trata-se de uma cidade fantasmagórica que deveria ter sucedido a Paris e a Nova Iorque como capital do Mundo do século XXI, mas onde décadas de lixo da cultura pop se recusam a prestar atenção à passagem do tempo.

 

 

Texto e encenação | Pedro Penim
Interpretação | Bernardo de Lacerda, Frederico Serpa e Pedro Penim
Iluminação | Rui Monteiro
Assistência geral e produção executiva | Bernardo de Lacerda
Direcção de produção | Andreia Carneiro
Assistente de produção | Alexandra Baião
Co-produção | DeVIR / CAPa (para a 3ª edição do Festival “Encontros do DeVIR”), Temps d’images
Vídeo | Jorge Jácome
Fotografia | Alípio Padilha
Duração | 50 min

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