Agenda

2013

21 de Junho

WORK IN PROGRESS | Festival 360º, Nouveau Théâtre de Montreuil – Centre Dramatique National | Paris [França]

2014

14 de Junho

WORK IN PROGRESS | Festival Chantiers d'Europe, Théâtre de la Ville | Paris [França]

2015

7 de Fevereiro

ENSAIO ABERTO | Centro Cultural do Cartaxo | Cartaxo [Portugal]

2015

13 e 15 de Fevereiro

ESTREIA | Culturgest | Lisboa [Portugal]

2015

6 de Junho

PT.15 Plataforma Portuguesa de Artes Performativas, Cineteatro Curvo Semedo | Montemor-o-Novo [Portugal]

2015 | TEAR GAS

My my! At Waterloo Napoleon did surrender.
Oh yeah! And I have met my destiny in quite a similar way.
Abba

 

Em A Ideia da Europa (Edições Gradiva, 2005) George Steiner reclama que é na síntese (e no desencontro) de duas culturas, a de Atenas e a de Jerusalém, que se encontra a singularidade da cultura europeia. “Muito frequentemente, o humanismo europeu, de Erasmo a Hegel, procura diversas formas de compromisso entre ideais áticos e hebraicos.” E conclui dizendo que “A ‘ideia de Europa’ é (…) um ‘conto de duas cidades’.” Este conto, que pretende cunhar uma história (e uma pré-história) da Europa e que tal como em Dickens relata o “melhor dos tempos” e o “pior do tempos”, faz por confluir num só tronco (ou num só europeu?) os imperativos absolutos da razão científico-filosófica tal como estabelecida na nossa herança grega e os imperativos da fé e da revelação proclamados na Torah. Depois de Eurovision e Israel, e tomando a ideia de Steiner como esquema, esta trilogia completase na Grécia, para onde comecei a viajar frequentemente em 2011, no pico dos conflitos provocados pela crise económica e social ainda em curso na Europa. Nunca lá fui fazer Turismo Negro (uma modalidade que satisfaz viajantes interessados em lugares sombrios e aterrorizantes, como cenários de guerra ou holocaustos), nem sequer vampirismo artístico com vista a um teatro político-social. Viajei com frequência para Atenas para encontros voluntários com o gás lacrimogéneo.

 

 

Texto e concepção | Pedro Zegre Penim
A partir de O Evangelho Segundo São Marcos
e de obras de Alain Badiou, Benny Andersson & Björn Ulvaeus, Bruno Di Lullo & Domenico Lancellotti, Charles Dickens, Chilly Gonzales, Clarice Falcão, Edward Elgar, Frederico Lourenço, Guido Van Der Werve, Homero, Jay Malinowski, Lars Von Trier, Maître Gims, Marina Gioti, Melina Mercouri, Michalis Patrinós, Peter Sloterdijk, Rufus Wainright e Timber Timbre.
Interpretação | Cláudia Jardim, João Duarte Costa, Pedro Zegre Penim
Fotografia | Alípio Padilha
Vídeo | André Godinho
Direção musical e piano | João Paulo Soares
Coreografia | Sónia Baptista
Desenho de luz | Daniel Worm d’Assumpção
Caracterização | Jorge Bragada
Confeção do guarda-roupa | Rosário Balbi
Produção e legendagem | Cristina Correia, Elisabete Fragoso
Co-produção | Culturgest, Teatro Praga

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